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Just Breathe.

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Qua | 10.02.21

"1984" de George Orwell

jules emerson.

Ainda dentro do tema d'Uma Dúzia de Livros, escolhi ler uma distopia que também é fora da minha zona de conforto. Escolhi ler o tão conhecido "1984" de George Orwell e estava à espera de achar o livro muito maçador e que fosse demorar imenso tempo para acabar. Na verdade estava enganada e acabei por demorar apenas 5 dias a ler, apesar de ainda parecer bastante, tendo em conta que estou em época de exames foi bastante rápido. 

(Retirado de Wook)

George Orwell descreve-nos um mundo dividido em três partes: Oceânia, Lestásia e Eurásia. Winston Smith é um homem perto dos 40 anos, que mora na Oceânia e que trabalha para o Partido no Ministério da Verdade. A Oceânia é controlada pelo Grande Irmão e quando se diz controlada é mesmo literalmente uma vez que este e o seu Partido controlam tudo desde os acontecimentos do passado até todas as memórias e pensamentos de toda a população. Existe a Polícia do Pensamento que controla todas as ideias e existem mais quatro Ministérios: O Ministério do Amor, que trata de assuntos de tortura; o Ministério da Paz, que trata da guerra; o Ministério da Verdade, que trata das mentiras; o Ministério da Riqueza, que trata da fome. 

Uma das coisas que achei "incrível" era mesmo que o Partido alterava tudo do passado como bem lhe apetecia. "Quem controla o passado controla o futuro: quem controla o presente controla o passado" e "como o Partido exerce absoluto controlo sobre toda a documentação e um controlo igualmente absoluto sobre o espírito dos militantes, conclui-se que o passado é aquilo que o Partido entender". Por exemplo, quando "faziam desaparecer alguém", tudo o que era sobre essa pessoa tinha que desaparecer também, ou quando entravam em guerra com a Eurásia, tinham que alterar tudo no passado para que sempre tivessem estado em guerra com a Eurásia, mesmo sabendo que tinham estado em guerra com a Lestásia ainda no dia anterior. Era este o trabalho de Winston, alterar o passado conforme lhe era pedido.

Para além disto, vemos a criação de uma linguagem nova, a novilíngua. Esta pretende diminuir o vocabulário, juntando palavras, para que seja ainda mais difícil de criar pensamentos e ideias.

Vemos, assim, o grande objetivo de tudo isto, que é "impor a todos os indivíduos não só obdiência absoluta à vontade do Estado, mas também uma absoluta uniformidade de opinião". 

Winston acaba por se aperceber de tudo o que se está a passar e começa a ter pensamentos revolucionários. Começa a escrever um diário pensando que o telecrã na sua sala não apanhava essa área onde ele se escondia para escrever. Lá ele escrevia que odiava o Grande Irmão entre outras memórias e ideias que tinha contra o Sistema. Isto vai mudando a sua vida, acaba por conhecer uma  mulher, Júlia, com quem tem um relacionamento amoroso e com quem partilha as suas ideias quando pensam estar longe de escutas e polícias do pensamento. 

Não vos quero contar muito mais, no caso de ainda não terem lido, mas no fim as coisas não correm como eu estava à espera. Apesar disso, Orwell passa a mensagem, que penso que era a pretendida, de que era impossível esconder o que quer que fosse do Partido e da figura do Grande Irmão. 

Enquanto não tomarem consciência não se revoltarão, e enquanto não se revoltarem não poderão tomar consciência."

A libertade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Uma vez que se reconheça isto, tudo o mais virá por acréscimo."

Gostei bastante! Houve mesmo partes onde eu fiquei agarrada ao livro para saber o que ia acontecer mais e foi mesmo uma boa surpresa! Estou curiosa para ler mais deste género e do autor, principalmente o "A Quinta dos Animais". E vocês, já leram algum livro de George Orwell? O que acharam?

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